Mostrando postagens com marcador poema. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador poema. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Fim de turnê


Chega
Acabou
Fechem as cortinas
É tarde
Estou cansada
Dormirei nas coxias

O espetáculo
Que fracasso
Tinha potencial
Choro frio
Calado
Tragicamente real

Vão embora
Não há nada
Aqui para aplaudir
É que agora
Tão sem graça
Só me resta dormir


sábado, 8 de junho de 2013

Pena


 Morrer por uma causa
 Desconhecida
 Rebelde de alma
 Desiste da vida
 Se essa não vale a pena

 E que pena é essa?
 Que nem vi ainda

 Com tanta pressa
 Nessa rotina corrida

 A pena que me escapa
 Que não para na mão
 A pena fraca
 A pena do irmão
 Que muito pesa
 Em ombro alheio
 Pena espessa
 Do outro lado do espelho

 Mas que pena
 Morrer sem saber
 Se outros viram
 A brleza que vi e amei

terça-feira, 4 de junho de 2013

. . .


Era macio,
era azul,
era quente,
era,
na verdade,
morno.
E tão leve,
e tão intenso...
tão confuso,
tão gostoso.
Era? ou é?
perfume indecente que deixou de sentir.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Fugindo


Estou fugindo, constantemente. Faço planos para escapar.
Sei que no fundo... continuo presa a uma espiral sem fim.
Ou um fim que nunca poderei evitar.

Arrumo as malas.
Estudo.
Abro as asas.
Sinto muito.

Ninguém pode me acompanhar.

Nessa jornada solitária,
Só levarei saudades de você.


domingo, 26 de maio de 2013

Doces como mel


Nos olhos de menina
Via o brilho da vida
Escorrer apressado

Refletia luz cristalina
Sentindo cumprir sua sina
De coração apunhalado

Lágrimas doces caindo
Pelas maçãs do rosto
Se estivesse sorrindo
Poderia sentir o seu gosto

E lembrava sem saber
Se sonhava o irreal
Se tinha que acontecer
Se alucinava o ideal

Tudo tão confuso
Nos olhos tão brilhantes
Desse amor difuso
Que durou alguns instantes

Mas corriam apressadas
As lágrimas de mel




quinta-feira, 9 de maio de 2013

Muito



  Te quero

  Querendo

  Aquela

  Que te quer


  E como quero!

terça-feira, 7 de maio de 2013

Seus olhos


Seus olhos
São como o frio da noite
Macios como a melancolia
Chorando a alegria mais pura
Sorrindo tristeza escura
Me salvando do meu não viver

quinta-feira, 2 de maio de 2013

A mais bela flor


 Floresce a mais bela flor
 Na janela do amanhecer
 Despejo meu amor
 Enquanto a vejo crescer

 Cheia de alegria
 Amigos e planos
 Trilhando a vida
 Perseguindo sonhos

 Desejo leva-lá comigo
 Nos caminhos iluminados
 Mas não sei se consigo
 Convence-lá a caminhos trilhados

 Melhor deixar que escolha
 Seu próprio destino
 Acompanhando, da proa
 Ouvindo seu riso

 Com a certeza
 De que Sofia
 É beleza
 E sabedoria

 Deixe que decida
 Em mundo infinito
 Deixe que sorria
 Felicidade que habito


quarta-feira, 1 de maio de 2013

Primeiro de Maio


Dia do trabalho?
Aquele que dignifica o homem?
Aquele que o faz perder o ser para ser o que faz?
Que trabalho?
Que direito?
Que dignidade?
E a fome? 
A fome se cura com trabalho?
É a comida que faz o ser?
Quem é você?
Quem trabalha ou quem é?
Quem vive por trabalhar?
Quem trabalha por viver?
E o outro?
Desempregado?
E emprego, é trabalho?
Que trabalho glorifica?
Que trabalho satisfaz?
O que enche a mesa?
O de quem gosta do que faz?
Dia do trabalho?



terça-feira, 30 de abril de 2013

e tudo se foi na neblina


Não pare agora
Está tão perto
Não há volta
Está certo

Não há fuga
Só destino
Não se iluda
Em desatino

Insista
Que amor
É sina
É dor

Que sente
Quem ama
Quem mente
E engana

Mas há 
Esperança
Desde já
Desde criança

Na paixão
Sincera
Com emoção
Concreta

domingo, 28 de abril de 2013

Tiro certeiro com ponto final


 Vazio
 Vazado
 Da alma
 Fuzilada
 Por palavras
 Sem intenção
 Que cubro
 Sozinha
 Sem chances
 De salvação


quarta-feira, 24 de abril de 2013

Ex quarto desejado



  Assinou
  Sob pressão 
  Assassinando 
  Velha paixão 
  Que latejava quente
  Ao pé da cama 
  Implorando perdão 





quinta-feira, 4 de abril de 2013

Com tentação


E o vento
Soprava quente
Porque tento
Contente
Não me contentar...
Com meia felicidade

Então corro
Ao relento
Cabelos soltos
Sem arrependimento
Como só quem conhece
O gosto da liberdade

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Ilusão

E esse papel macio
Em que deslizo a ponta aflita
Acolhe melhor que muitos
Nos momentos de solidão
Porque estou só, acredite
Abandonada na multidão
E mesmo um único abraço
Parece inalcançável
Pois abraço frio é prisão
E não sei viver sem liberdade

Então viro as páginas
Ignorando a saudade
De um passado imaginado
Que na verdade
Nunca existiu

Não vê que queria que visse?
E a tristeza curasse enfim...
Mas como me cego querendo
Ignoro a cegueira inocente
E me tranco dentro de mim

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Pelados em Santos


No mar azul de São Vicente
No jardim da orla de Santos
Da janela o Sol poente 
Ouço Humberto e outros cantos

"Pelados em Santos", sorrio
Nado feliz no piscinão
Debaixo de chuva, caminho
Segurando o coração

Sorvete e torta holandesa
Poemas de leitura impecável
Ouvidos deleitam beleza
Desejosos de pecado 


sábado, 23 de março de 2013

Palavras de um só gume


Eu vejo as palavras cegas
Cortando pele, carne e osso
Para arrancar o coração

Facas de um só gume
Sem afiar
Sem intenção

Cravadas no peito de quem vive
(Vive) só de ilusão

Eu vejo sem ver
O fim
O início
De olhos fechados
Coração arrancado
Pingando no chão

Palavras são mais fatais
Do que tiros de paixão

Eu vejo as palavras cegas
E me cego de emoção

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Amar


Amar
Verbo teimoso
Estúpido
Sem motivos
Sem razão
Desista! Desisto!
Não há explicação...
Tão somente o infinito
De amar eternamente
Enquanto durar a paixão


domingo, 17 de fevereiro de 2013

Surda cor


E essa dor
Que arde na noite
Dessa surda cor
Do som do açoite

Passa ligeira e tremida
E volta, arrependida
De ter acordado a menina
Que do sono precisa pra vida

E se vai por debaixo das portas
Fugindo da luz, das revoltas
De quem ainda insiste em amar
De quem não abre mão de sonhar

E afundo em silêncio mortal
No escuro macio do sono
E no calor do verão sem igual
Bate o coração sem dono

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Felicidade Clandestina


Felicidade que embarcou sem convite
Se escondeu clandestina e sorrateira
Nas mais fundas profundezas de minh'alma
No porão da embarcação guerreira

Se escondeu com destreza sem igual
E agora não posso encontrá-la
Felicidade clandestina desta nau
Para que ninguém possa matá-la


domingo, 27 de janeiro de 2013

O passo do tempo


O tempo passa sem se importar com o quanto alguns imploram para que pare.
O tempo que passa ao seu mesmo passo, ignorando os pedidos aflitos para que acelere e passe.
O tempo passa e leva tanta coisa.
Mas a dor que diziam que o tempo cura parece ficar.
Quanto tempo devo esperar?
Quanta dor se deve ou se pode aguentar?
Respiro fundo e tento ignorar os dias que se acumulam sem fim,
tentando aproveitá-los sem ter de contar a dor que deveria diminuir.
Perdoem o post meio triste, acho que é o tempo que passei sem dormir.