quinta-feira, 30 de outubro de 2014
Coisas de hoje
Tenho pensado tanto na vida, na vida e no futuro.
Tenho pensado na alegria dos dias corridos do mundo.
Tenho pensado, sonhado acordada com dias mais azuis.
Dias de corrida só por correr, são dias assim cheios de luz.
segunda-feira, 15 de setembro de 2014
Fresta azul
Felicidade é acordar com o galo cantando na manhã ensolarada, e poder ficar curtindo uma preguiça gostosa de domingo na cama. É ver pela fresta da velha janela de madeira que o céu está azul turquesa.
Felicidade é acordar de mansinho do sonho bom. Sorrindo um sorriso bobo de quem acordou pra descobrir que o sonho continua ali do lado, dormindo quietinho no mesmo travesseiro, e acordar com beijinhos apaixonados, quem com a felicidade amanheceu.
segunda-feira, 28 de julho de 2014
Acampamento
O cavaquinho repica ao fundo
Valeu a pena toda a demora
O sono mais puro do mundo
domingo, 13 de julho de 2014
Seleção
Primeiro a gente decide que merece muito respeito
E que devemos sempre respeitar os outros
E quando percebemos que não respeitam a gente
É melhor ir embora de vez
Me envolvi com gente de bem
Amigos recentes, amigos antigos
E por mais que me pareça impossível
Preciso de um novo funil
Há nessa penca de amigos...alguns que só são da onça
Quem prefere me ver caindo
Quem não me quer bem
Então passo a régua aqui mesmo
Nesse estranho momento de encerramento
E quem torce contra e faz fofoca
Não faz falta nem deixa saudades
É estranho, nunca pensei que seria necessário
Mas conto com o recomeço
Com uma melhor seleção...e dessa vez não falo da do Brasil
E que devemos sempre respeitar os outros
E quando percebemos que não respeitam a gente
É melhor ir embora de vez
Me envolvi com gente de bem
Amigos recentes, amigos antigos
E por mais que me pareça impossível
Preciso de um novo funil
Há nessa penca de amigos...alguns que só são da onça
Quem prefere me ver caindo
Quem não me quer bem
Então passo a régua aqui mesmo
Nesse estranho momento de encerramento
E quem torce contra e faz fofoca
Não faz falta nem deixa saudades
É estranho, nunca pensei que seria necessário
Mas conto com o recomeço
Com uma melhor seleção...e dessa vez não falo da do Brasil
terça-feira, 13 de maio de 2014
Preto
Pingou o nanquim preto em meu peito
Sem nenhuma piedade
E a tinta escorreu fria
Manchando para sempre seu rastro
Fui traçada,do arfar entrecortado do seio
Às pernas entreabertas cheias de verdade
Partida ao meio pela linha torta
Como um espelho quebrado
Sem nenhuma piedade
E a tinta escorreu fria
Manchando para sempre seu rastro
Fui traçada,do arfar entrecortado do seio
Às pernas entreabertas cheias de verdade
Partida ao meio pela linha torta
Como um espelho quebrado
quinta-feira, 8 de maio de 2014
Só naquele exato segundo
Sinto saudade. Sinto saudade o tempo todo. Mesmo que eu goste muito do presente, sinto saudade do que vivi, do que ficou, do que fomos, se é que deixamos de ser. Eu sinto falta daqueles momentos em que o mundo parecia parar de girar, e eu podia escutar meu coração bombeando sangue desesperadamente em minhas veias, enquanto respirava com gosto, fazendo o peito inflar. Sinto muita falta de olhar por aquela fresta entre nós e ver as minhas costelas subindo como uma sanfona em noite de festa. Eu sinto falta da nossa loucura sem palavras, sinto falta do carinho. A, talvez seja disso a minha maior saudade, do carinho. Das mãos de levinho em meus ombros. É, posso viver sem todo o resto, posso mesmo não querendo, afinal quando um não quer..., mas o carinho...a cada dia me parte o coração, não contar com as suas mãos nas minhas costas. É que é só ali, naquele segundo exato em que a ponta dos deus dedos tocava a minha pele, que a solidão desaparecia e eu podia descansar de verdade.
domingo, 4 de maio de 2014
ao entardecer
Que saudade! Quero voltar a morar em Paris!
Tenho um buraco na alma, mas pelo buraco ela sorri...
Sou dessas pessoas malucas, dessas que eu nunca entendi.
Dessas que ama um segundo, e no seguinte... já esqueci.
Tenho o peito quente
Seria até inocente...
Se não pulasse aflito
O coração indeciso
Levo uma vida besta e ensolarada
Sempre cheia de alegria
Que quase se esquecesse das dores
Quando brilha, tragando amores
Que entorpecem todo o seu ser
Sossega menina! trate de esquecer...
Porque as tarde de Paris, por lá ficaram.
terça-feira, 22 de abril de 2014
Ardendo
Olhos cravados no papel, enquanto as letras embaçadas se misturam. E antes que possa salvar a folha, pingam lágrimas borrando o lápis. E choro besta sem conseguir dizer o motivo. Estou cansada, o corpo dói, a cabeça dói, o peito arde.
Viver machuca. Amar tortura.
Eu amo. E não consigo me convencer a amar menos, amar com calma, amar com cautela. Eu amo com todo o meu ser. Se me machuco mais com isso? é um efeito colateral que acabo assumindo o risco de sentir. Mas gosto de sentir. E me arrependo amargamente de ter deixado de correr riscos no passado.
Eu amo, e amo muito! Amo aquele amor que faz as bochechas arderem, o coração disparar, as mãos suarem, os olhos brilharem ao menor sinal de respostas da pessoa amada. Tenho arrepios com lembranças e sonho acordada com o que nunca aconteceu. Amo um amor no flor da idade, desses de fim de tarde de verão.
Estou amando! e como é bom! Mas as lágrimas escorrem no papel. É que o amor é tanto que transborda...talvez eu seja pequena demais pra tanto amor...talvez não me ame assim...talvez...talvez fosse melhor esquecer tudo isso...seguir conselhos amigos e não me antecipar, ou simplesmente esquecer o que foi.
Não consigo. Ainda que não me ame como o amo, ainda que nada queira comigo, no momento... no momento amar me basta. E sigo amando, desse jeito de menina, desejando que seja feliz, com quem quer que seja. Claro, preferia que fosse feliz comigo, mas isso apenas posso desejar lá no fundo da minha pele branca.
Penso em beijos, abraços, palavras, mãos... penso, lembro, espero e me escorre um suor aflito na madrugada, de um calor sozinho e bom. O fogo me queima por dentro sem que eu possa dizer não.
Água fria, lápis e uma nova folha, é tempo de esperar que passe a paixão.

domingo, 13 de abril de 2014
Quotidiano no novo mundo
As fotos nas paredes do meu quarto suspiram França
Os meus olhos cansados sonham beijos
Mas tudo que tenho são estantes repletas de amor abandonado
Porque na mesa só restaram os livros de um dinheiro de algum dia
Fecho os olhos e imagino seus lábios, seus braços, seu cheiro
E o despertar em uma sala de aula se torna corriqueiro
Dormindo em pé, sentada, na mesa, na velha cadeira, onde quer que seja
Queria que o amanhã chegasse logo, mas sem que nada se perca
Os meus olhos cansados sonham beijos
Mas tudo que tenho são estantes repletas de amor abandonado
Porque na mesa só restaram os livros de um dinheiro de algum dia
Fecho os olhos e imagino seus lábios, seus braços, seu cheiro
E o despertar em uma sala de aula se torna corriqueiro
Dormindo em pé, sentada, na mesa, na velha cadeira, onde quer que seja
Queria que o amanhã chegasse logo, mas sem que nada se perca
quinta-feira, 13 de março de 2014
Saudade Inominada
Sinto uma saudade terrível
De doer no fundo do peito
De me faltarem ar, força, desejo
De sequer me enganar, sensível
Sinto uma falta incontrolada
Sinto um enorme vazio
Não escorre lágrima, inconformada
Deixei minh'alma em estado de sítio
A dor de cabeça acusa cruel
Que a menina arde de falta
Por que castigar com o azul do céu?
Já me basta a doce memória
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